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F.I.V. – fertilização in vitro e mudanças alimentares

05/11/2017 Por
F.I.V. – fertilização in vitro e mudanças alimentares

Há mais de 2 anos tenho em minha vida meu bem mais precioso, uma das minhas razões de viver: meu filho. Mas para ele estar aqui ao meu lado agora, enquanto escrevo esse texto e ele fica puxando a barra do meu vestido, foi um longo e difícil caminho até o sucesso.

Meu marido e eu, logo que casamos, no início de 2010, decidimos realizar nosso sonho de aumentar a família. Após 1 ano tentando naturalmente, resolvemos procurar um médico especialista em reprodução humana. Na clínica, fizemos muitos exames e constatamos que não havia nenhuma alteração comigo ou com meu marido. Realizamos nosso primeiro procedimento, uma inseminação artificial. Negativo. Nosso primeiro resultado e uma tristeza interior que só cresceu durante todos os outros três próximos tratamentos, esses de fertilização in vitro. No último tratamento de FIV, obtivemos um resultado positivo e que não teve evolução.

Após todo esse tempo de depressão, muita ansiedade, comida de montão, decidimos buscar uma outra clínica e dar todo o nosso melhor para que nosso tratamento desse certo. Foi o último e 5º tratamento, o tratamento de sucesso.

Decidi melhorar meu corpo e alma para receber aquele embrião que transformaria nossas vidas. Busquei o que eu acredito ter sido o meu caminho, além da medicina de reprodução humana. Com a ajuda dos profissionais adequados, melhorei meu condicionamento físico, mudei completamente meus hábitos alimentares e me amei cada vez mais.

O embrião é um corpo estranho ao útero, por ser 50% genética da mãe e 50% genética do pai. Para que ele não fosse rejeitado pelo meu corpo, fiz, através da alimentação, uma delicada regulação do meu sistema imunológico. Fiz um teste, chamado Vegatest, que é uma técnica que emprega medição por eletroacumpuntura. O Vegatest acusou intolerância alimentar ao glúten, lactose e proteína do leite, abacaxi, ervilha, lentilha, leveduras, mas meu corpo estava equilibrado quanto a metais pesados. Retirando os alergênicos da minha dieta, meu corpo entrou em equilíbrio para receber o embrião e acolhe-lo na nidação.

Durante meses fiz sessões de microfisioterapia, terapia, muita comida funcional e crossfit… e continuo fazendo, porque me apaixonei por tudo isso.

Para ter um guia de receitas a mão, criei um Instagram, o @bianauiack. Ele me ajudou a não fugir da dieta e sempre que estou em dúvida do que comer, corro olhar as receitas atuais e do passado. No início eram apenas receitas sem glúten, depois descobri a minha queridinha biomassa de banana verde (amo, amo, amo!) e continuei melhorando a qualidade nutricional das receitas e dos pratos que cozinho.

Durante o tratamento de FIV, fiz um projeto documental fotográfico. Pretendo publicar em formato de livro, para que as pessoas conheçam como é esse protocolo. Um processo desgastante, solitário e cansativo, porém transformador e que resultou na melhor aventura da minha vida: ser mãe. Com todas as transformações, hoje a vida é muito mais leve e tranquila. Acredito que a alimentação funcional foi o primeiro passo e foi essencial para a realização do meu desejo.

Essa história é uma parte linda da minha vida, meu nome é Bia Nauiack, sou formada em arquitetura, mas hoje trabalho como fotógrafa de arquitetura e gastronomia.

Comentários

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1 Comment

  • Responder ANDREA andrade 06/11/2017 at 6:27 pm

    Parabéns por seu filho , uma história linda. sUCESSO E FELICIDADES.

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